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Natural Mystic: The Legend Lives On | 30 anos do patrimônio espiritual da humanidade

  • Foto do escritor: CRIS.
    CRIS.
  • 23 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de out. de 2025

No Sábado, 25 de outubro, a Fundição Progresso recebe os The Wailers, em uma noite que celebra os 30 anos de Natural Mystic: The Legend Lives On.



Sob a liderança de Aston Barrett Jr., filho do lendário “Familyman”, a banda volta ao Brasil com uma turnê que percorre o repertório de Marley com reverência e invenção.


Lançado em 1995, Natural Mystic nasceu como a segunda parte do sucesso mundial Legend (1984). Mas, enquanto esse disco reunia os hits radiantes da fase mais popular de Bob Marley & The Wailers, Natural Mystic buscava outra coisa, o invisível. O álbum se abre com a canção que lhe dá nome, um chamado espiritual que anuncia…


 “There’s a natural mystic blowing through the air”.

Críticos da época apontaram o disco como uma “continuação imperfeita”, uma coletânea que deixava de fora clássicos essenciais da fase inicial da banda. Ainda assim, o projeto se impôs com uma força silenciosa. Entre So Much Trouble in the World, Africa Unite e Iron Lion Zion, o álbum se firmou como um registro da fase mais consciente e politizada de Marley, o artista que falava de espiritualidade como resistência.



Trinta anos depois, esse repertório volta a soar como documento histórico. Sob o comando de Barrett Jr., os The Wailers seguem atualizando o legado com novos arranjos, sem romper o elo com as raízes. O baixista e líder da banda, que recentemente interpretou o próprio pai na cinebiografia Bob Marley: One Love (2024), carrega no gesto o sentido mais puro de continuidade.



E antes que o ritual comece, quem aquece o palco é Gabriel Elias, cantor e compositor que tem construído pontes entre o reggae, o pop e a MPB contemporânea, seguido pelo DJ Andread, guardião do reggae carioca e suas vertentes.


Assistir aos The Wailers ao vivo é testemunhar algo que ultrapassa a nostalgia. É tocar, por algumas horas, uma verdade que o mundo moderno tenta silenciar: a de que há músicas que não pertencem a uma época, mas à própria humanidade.



 
 
 

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